Crítica: Nerve - Um Jogo Sem Regras

13:05

Eu ia começar essa postagem utilizando o título "NÃO recomende um filme", mas acho que iria pegar um pouco pesado demais, e como essa postagem é inteiramente baseada na minha opinião, acho que classificá-la como uma crítica é adequado, não?


Nerve - Um Jogo Sem Regras (título original: Nerve) é um filme de ficção baseado no livro de mesmo nome, escrito por Jeanne Ryan, e conta a história de Vee (diminutivo para Vênus) - interpretada por Emma Roberts - , uma garota do colegial que é basicamente uma nerd e está cansada de ser ofuscada pela melhor amiga popular. Em busca de dar um giro em sua vida e viver novas aventuras ela aceita se tornar participante do popular jogo online de desafios reais, Nerve, onde os jogadores cumprem desafios propostos por observadores, em troca de dinheiro.

Ok, falando assim e assistindo ao trailer a história parece ser super atual, legal e divertida. E a proposta do filme é sim bem bacana... (Agora começa a crítica, gent) Porém a execução do enredo não é lá muito bom...Pra quem entende um pouco de tecnologia e de comportamento humano, a gente sabe que se Nerve se passasse na vida real, as coisas nunca aconteceriam para a Vee da mesma forma que aconteceram no filme.


<< ALERTA DE SPOILER >>

Pra começo de conversa, todo mundo sabe que na vida real, se alguém propusesse pra ti um desafio "você tem que beijar alguém na boca por 5 segundos", não ia ser o Dave Franco meeeeeeesmo AHSUHASUHSUH Provavelmente seria uma pessoa bem feia e com os dentes podres. A gente sabe como é a internet e como as pessoas são FDP.

Sobre a estrutura do jogo, eu sou da área de TI e não posso dizer que sei bem como funcionam servidores, deep web, etc., porém eu imagino que você utilizar os próprios aparelhos celulares como servidores (????), criar uma "arma de destruição em massa - porque o jogo provou que poderia se tornar nisso -" em código aberto (????), e ainda mais: o modo como era mostrada a DW no filme...Eu fiquei bastante decepcionada. Quem entende um pouco de programação sabe que um código não pode ser quebrado tão facilmente, ainda mais se ele for desenvolvido por alguém que entende do assunto.

Pra fechar com chave de merda, o final do filme: A mocinha acha que consegue reverter o pensamento de todo mundo que tá ali pra ver ela tomar um tiro, através de um discurso motivacional inflamado, com ar de sermão? E as pessoas que resolvem ralar peito quando a identidade delas é revelada? Pra quem isso iria interessar se eles não poderiam reportar à polícia e se a identidade foi revelada apenas para o próprio observador?

"Fulaninho da Silva, você foi testemunha de um assassinato"
*le pega o celular*
"Ué, foda-se!" 
*le joga o LG no chão e rala peito*
HAUSHASUHUHASUH


<< FIM DO SPOILER >>

Enfim, a opinião expressada nesta postagem é 100% minha. Você pode assistir o filme por conta e risco. O resumo é que eu achei a história mal contada e mal elaborada, senti uma falta de pesquisa dos roteiristas na hora de fazer o filme. Não sei se o livro é tão bobo quanto o filme (eu realmente espero que seja melhor), mas pra quem gosta da Emma Roberts sendo linda e acredita em contos de fadas, é uma boa pedida pra uma sessão pipoca da tarde. 😊

Eu só sei que eu fiquei puta da cara quando terminei de ver esse filme, e meus dedos estavam em chamas pra escrever muito mal dele, mas eu fiquei com preguiça, então essa postagem tá saindo uns dias depois. :3

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