Far Cry 4

15:39


Depois de alguns meses com o blog inativo, eu voltei! E eu voltei para falar sobre o segundo game de Playstation 4 que eu concluí, Far Cry 4.

Far Cry 4 é o quarto (não me diga), título principal da série Far Cry, lançado pela Ubisoft em 2014 (na América do Norte); Tem como personagem principal Ajay Ghale, que nasceu em Kyrat (um país fictício, inspirado em países da região do Himalaia), porém foi criado nos Estados Unidos.
Após a morte de sua mãe, Ajay retorna à Kyrat para espalhar as cinzas dela, como desejado. O que acontece quando ele chega à Kyrat é que o país está enfrentando uma guerra civil e Ajay precisa (ou não) escolher um dos lados nesta guerra.

Ajay, um sapão
Primeiramente, eu preciso dizer que o jogo possui mais de um final possível.
O primeiro deles no qual eu resolvi me aventurar, foi o em que você resolve simplesmente não se envolver naquela treta toda, fica quieto esperando que Pagan Min (o grande vilão do jogo) torture seu pai (que por um acaso é o líder dos rebeldes), e assim que ele volta, acaba deixando que você conclua o que foi fazer em Kyrat e vá embora. Fim de jogo.
Logo após eu resolvi seguir a campanha tradicional, onde você deve se aliar ao Caminho Dourado (o grupo rebelde do qual o pai de Ajay era líder), para destituir Pagan Min do seu reinado de tortura.

Eu não estou nada acostumada a jogar FPS (First Person Shooting), e é bem óbvio que no início eu apanhei muito pra pegar os controles do jogo. Porém, como tudo nessa vida é uma questão de prática, no final eu já estava me sentindo muito pika, com meu arsenal perfeito, libertando Postos Avançados mais facilmente do que tirar doce da boca de criança. 😎


Amita ou Sabal?

Durante a campanha principal ainda é possível seguir dois caminhos diferentes, onde você, como membro influente do Caminho Dourado, deverá escolher se irá apoiar Amita ou Sabal.

Amita é uma jovem que quer dar à Kyrat uma nova era. Ela não se importa muito com as tradições religiosas do país (que são baseadas no hinduísmo), e quer construir uma nova Kyrat com a venda de drogas, a fim de financiar hospitais, escolas, etc; Já Sabal acha que deve-se proteger as tradições e as pessoas de Kyrat à todo custo, e é completamente contra os planos de Amita, de usar o comércio de drogas para alavancar a economia de Kyrat.

Confesso que durante grande parte do jogo eu escolhi apoiar o Sabal, porque eu fiz Proerd 😂 e sou contra o tráfico de drogas. Se fosse a Sara ali no lugar do Ajay, eu aposto que teriam outras formas de fazer Kyrat crescer sem a utilização destes meios.


Porém no final do game, você percebe que Sabal não é tão bonzinho assim. Ele está disposto a apagar do mapa todos que pensam diferente dele, inclusive Amita. Sabal acredita que para restaurar a paz em Kyrat, ele deve obrigar que Badhra (a irmã mais nova de Amita) torne-se a reencarnação de Tarun Matara (uma deusa importante para a religião do país), através de um ritual.
Quando ele começou a querer obrigar uma criança a abdicar de sua vida em nome de uma religião, também xingando Amita de "vagabunda" e coisas piores - tudo isso porque ela não concordava com ele -, eu resolvi mudar de lado e apoiar a Amita. Só que eu não consegui seguir o desejo de Amita e aniquilar Sabal, acabei deixando ele fugir (porque apesar de tudo, eu sou muito boazinha ainda).


Tempo de jogo

Far Cry 4 é um jogo de mundo aberto, isso quer dizer que, além das missões principais há muita coisa a se explorar (muita mesmo). No início eu estava determinada a concluir todas as tarefas possíveis no jogo, porém depois que você já consegue todos os troféus relacionados à essas tarefas, você se pergunta: "pra quê?", e foi aí que eu resolvi terminar logo as missões de campanha.
Mas meu tempo de jogo (com muita coisa deixada para trás), somou mais de 60 horas, com aproximadamente 70% de jogo completo.


Shangri-La

Eu honestamente não imaginei que iria me surpreender tanto com um "jogo de tiro" como Far Cry 4 me surpreendeu. Além dos visuais serem belíssimos, há uma variedade enorme de cenários, carros, animais, e coisas para se fazer. Isso sem contar as três ambientações diferentes que o jogo apresenta: Kyrat, Himalaias e a minha favorita: Shangri-La. Esta que é acessada apenas nas missões em que você precisa obter as thangkas, foi toda construída utilizando uma paleta de cores quentes, como o dourado e o vermelho, enquanto os únicos tons frios (brancos e azuis) são representados pelos inimigos. É de encher os olhos.

O que eu mais amei vs O que eu mais odiei

O que eu mais amei em Far Cry 4 foram os veículos, sendo os meus favoritos: O Buzzer, os Elefantes (uma das experiências mais divertidas sem dúvida é atropelar inimigos com o elefante!), o Bug (direção extremamente estável), e o Aerobarco.

Agora o que eu mais odiei no game foram os animais, que eram absurdamente irritantes. Águias, Dohles, Ratéis (uma porcaria de gambá metido a besta), Rinocerontes (que você tinha que ser muito corajoso para passar perto ou tentar matá-lo), e os Peixes-demônio.
Muitas vezes você estava simplesmente andando em direção a alguma tarefa, e uma águia aparecia dos infernos e tentava enfiar as garras na sua cara.

O inimigo real
Conclusão

Enfim, Far Cry 4 foi um jogo que me surpreendia cada vez mais quanto eu jogava. A missão em que você tem de escapar da Prisão Durgesh, onde o mundo espiritual se mistura com o mundo real, foi a que me deixou mais tensa, e com certeza vai ser a que eu vou lembrar sempre.

Confesso que mesmo com todas as polêmicas envolvidas, estou bastante ansiosa para jogar Far Cry 5, este que será baseado em um culto religioso extremista da região Sul dos Estados Unidos. Alguma coisa meio rednecks versus pessoas "normais". Pode entrar, Far Cry 5! 🌟

Atualmente eu estou jogando a DLC: Vale dos Yetis!
Beijos e até o próximo post! 💕

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